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Você comeria um sushi preparado por Churchill?

Novembro 21, 2008

Eu tenho um grave problema né. Eu tenho uma memória audiovisual bastante limitada. A facilidade que eu tenho pra aprender bios e discografias não se extende a títulos de filmes. Então se eu não anoto, eu esqueço dos filmes que eu um dia já quis ver. Esqueço legal. Esqueço pra sempre.

Eu só queria saber como tava vivendo até hoje sem isso.

"a carne compensa ok"

E aí fico tão tão feliz quando o cosmos traz até mim essas coisas legais. Que eu tinha esquecido. Ver TV ainda é bom, sabe. Às vezes. E agora tá passando O Poderoso Chefão na seqüência.

Melhor dia da consciência pesada negra ever.

obrigadám.

Novembro 18, 2008

Receber elogios é um exercício de desvio de olhar. Na verdade, qualquer coisa que envolva falar de mim pra quem eu não tenho intimidade. Mas alguém pode achar que é o nervoso do momento. Pois saiba que ontem eu senti que estava desviando os olhos do papel onde os tais elogios estavam escritos.

Eu admiro muito quem diz “que é isso”, “imagina”, “vai se foder” nessas horas. Dependendo do contexto e da validade, eu fico de bochechas em vermelhão francês e não consigo olhar nos olhos das pessoas. A saída é o auto-entretenimento: sentar, analisar as unhas, dar uns pulinhos, cantar, etc.

Por isso que eu gosto de conversar no ônibus. Onde as duas pessoas, lado a lado, sentam olhando pra frente e conversam, sem precisar ficar se olhando. Metrô daqui às vezes não dá pra fazer assim. O de SP não dá quase nunca. Isso me incomoda um pouco. O metrô, quer dizer.

O jeito é fazer uso do campo visual de alguma forma e, por exemplo, decorar sinais e marcas no corpo das pessoas. O corpo que a gente mostra pela roupa, pescoços, braços, mãos, orelhas. Não sei qual a real utilidade pra isso, mas eu me sinto bem de saber que hoje eu sei que posso identificar Fulano por uma constelação de pintinhas no braço direito – e que semana passada eu nem sabia. Eu observo muito as bocas também, porque fica mexendo conforme a pessoa fala (não é mesmo, captain obvious?) e é meio hipnótico. Eu acho boca tão legal. \o/

Mas também me dá agonia olhar nos olhos, pois, não sei quanto a vocês, mas eu só consigo olhar direito pra um olho de cada vez, e isso não é um ato inconsciente daqueles que o cérebro corrige e tal. Me faz falta não poder olhar e ver os dois olhos. Me dá um desconforto incrível. Sabe, não é pedir muito. Meu deus me dá simetria. MINDÁ.

Mas é sempre estranho. O lance dos elogios, quero dizer. Apesar de quando no papel não terem olhinhos questionando porque é que é que eu desvio e aí começar com a loucura de jump to wrong conclusions e tudo mais eles ficam ainda mais incisivos. Bom sentido. É que as palavras têm pesos, né. Diferentes. Tá, não quis dizer peso-peso. Resistência do ar, pans. Elas tem superfícies diferentes e tal. Já ouviram uma frase caindo no ar? Qualquer uma. Tem frases que caem, frases que deitam, frases que sentam, cruzam as pernas, cruzam de novo – pro outro lado – e aí deitam. Tenho até uma amiga que consegue sempre deixar elas flutuandinho, tamanha a sua sensibilidade. Mas no papel é diferents. Você pode ler de novo e de novo e se sentir tão tão bem só com aqueles tracinhos de tinta. E eu sou fraca com isso. Minhas amigas devem saber, porque ficam colando postits em mim – em mim – com frases bonitinhas, ou coraçãozinho-de-mãozinha, ou alguma das minhas pérolas. Mas é sempre tão carinhonhinhonhinho que eu fico toda feliz. Hahaha.

É engraçado, né, que no papel nem deitar as palavras deitam. Elas ficam em pé, braços abertos e abraçam a gente de cima e por cima dos nossos braços – abraço de quentinho. Tal como um amigo mais alto faria.

Ou um urso muito muito gentil.

Reage, fia.

Novembro 15, 2008

Então. Tava eu lá tentando fazer uma REAÇÃO pra faculdade.

É. Reação.

É tipos uma resenha só que com sentimento, aparentemente. Essa já é a terceira. As duas primeiras foram um pouco mais ortodoxas. Mas o legal de serem reações é que dava pra escrever num tom bastante informal e DESCER O PAU BUNITO naquilo que a gente achasse que devia.

Mas aí vem essa. Essa terceira reação foi uma mordida na minha traquéia de tão difícil. Era pra eu simplesmente escolher um clipe e reagir a ele, depois postar no blog coletivo da disciplina (que eu nem vou divulgar porque né, tem muita barbaridade). Mas cara. Escolher um clipe e reagir a ele. Caralho.

Aí óbvio que eu ainda tou decidindo. Fazendo um top quarenta e três aqui e tal. Mas como eu não sou obrigada e rola esse espacinho belo aqui, vou botar tods os finalists. Por dois motivos: porque aí eu não preciso nem escrever nem resenhar e pra não perder os links porque nem visei lotar o delicious assim.

Então:

Porque né. É lindo ;}~

Eu amo a vibe Magal + Vamp.

Rickard Engfors, me descabela.

(e “ao vivo”:)

Olof e sua jaqueta azul = melhores dançarinos do mundo.

Eu amo Polysics. Eu amo boquinhas de machucados. Eu amo perfeccionismo que beira o autismo e atrasa linhas de produção. Me identifico horrores.

Robozão de tokusatsu gone wild. Como não amar?

Se é neon e mexe perninha, eu curto. Ainda mais com esse BOOM DARADARADARA BOOM DADA DADA.

Chaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarlie. Não, brincadeira. ;D

Acho revolucionário esse. E colorido. E é impressão minha ou rola uma bandeira da Islândia no braço direito?

Porque eu TOU NA PEGADA ainda, desde o show, haha. E eu acho bem bem foda esse clipe de foguinhos indiretos.

E finalmente, o que eu acho que vai ganhar a REAÇÃO afinal:

Não sei nem por onde começar cara.  Acho lindo tudo, desde a Cindy pomba-gira bate-forte-o-tambor até o wannabe de Fabio com GLITTER. Tem muito sobre o que reagir aqui. A nível de reação, digamos que é quase o ápice de material reacionário dos mundos. ;~~~~~~

Vicente <3

Novembro 4, 2008

Hoje o meu irmão me perguntou o que era blog, o que era link, o que era comunidade e eu gostei de explicar.

Esse post é pra mostrar pra ele o que é um link.

Tá crescendo rápido, cara. ^^

Why so serious?

Julho 23, 2008

Eu poderia ficar horas falando como o novo Batman é foda e tudo mais.

Poderia falar do ridículo senso de ironia e falta de tato do cosmos pela morte de Heath Ledger após ter feito não apenas o melhor papel de sua carreira mas de ter feito o melhor Coringa EVER brilhantemente. Um Coringa insano e digno de seu terno roxo e cabelo verde. Fazer um papel que o Jack Nicholson fez bem parecer piada não é pra qualquer um. Fazer um Coringa mais psicótico que louco, com um sorriso mais perturbador e do que simpático, acertar na voz, no jeito de falar, nos tiques, e ter um charme inegável vestido de enfermeira é um presente. Puta que pariu, sabe. Deu arrepios até.

Eu não sou de ir ao cinema pra prestar atenção às interpretações em filmes de ação. No caso de Ledger, não tem nem como – é como ver o melhor personagem de quadrinhos possível se mexendo na sua frente. Eu gosto de explosões, carros voando, Batmans voando, paredes voando, bombas, tiros, perseguições de carro em túneis estreitos. Por essas, esse filme me arrancou palminhas. Pelo roteiro também. O que é uma carreta dar cambalhota, meu deus? O que é um hospital inteiro vir abaixo com direito a carinha de tem-algo-errado-com-esse-detonador do Coringa?

É poesia.

Agora, o que são os olhos do prefeito Nestor Carbonell, meo? É perturbador.  Ou ele nasceu de lápis de olho ou ele tem os cílios mais pretos, mais grossos e mais numerosos do mundo. Eu achei que era parte da indumentária do  Batmanuel, mas não! Reparem no filme. Ou em Lost. Ou em Cane. Sinceramente, viu, uns com tanto e outros tendo que usar rímel, lápis e all that jazz. Inveja pura.

Já Christian Bale é um babaca. Se ele fosse um babaca com belos cílios, beleza. Mas ele é um babaca com dentes esquisitos. E mais uma vez Jim Gordon e Lucius Fox.

Aliás, o Gordon do filme não lembra o Gordon dos quadrinhos e sim o detetive Twitch, do Spawn. Weird.

Nhooom Lucha Libre.

Julho 6, 2008

“Sou uma diva”

O Maximo é a coisa mais graciosa que o México já produziu. Sério. Nada de Gael García ou Diego Luna. Rostinhos bonitos são para os fracos. O que bomba é sex-appeal e brutalidade.

Chix dig meh.

Um lutador que rebola, usa sainha, tem moicano rosa e cujo golpe fulminante é um beijo na boca dos adversários MERECE meu respeito e admiração. Esse lance de luchadores “afeminados” não é novo, é um grupo/estilo apelidado de “exoticos” – que inclui o pride, a ternura e a força descomunal estraçalhadora de ossos – e começou lá pelos ’70s, dos quais Maximo é a estrelinha mais brilhante.

Uma mistura de Tinkerbell e Brutus, manja? Tán lindo ;D

É disso que o mundo tá precisando sabe? Alguém que revide ataque com beijinho e tenha glamour suficiente para ser uma diva ao entrar com os dois pés no peito de algum sujeito.

Em um mundo onde ser ou parecer “macho” e mal e rude e monstro é mais que uma opção, é uma cruz a carregar, é realmente libertador ver a leveza com a qual ele consegue carregar o nome dos “exoticos” rumo a consagração mundial.

Carregar em uma bolsinha superlinda de oncinha – duh.

His Infernal Majesty

Junho 29, 2008

Peço licença pra voltar a ter 15 anos. Porque hoje eu vi o DVD do “Venus Doom” e tive certeza: é, eu nunca deixei de gostar de HIM.

O Ville Valo é o Johnny Depp do rock. Pronto, falei.

Tou baixando loucamente tudo que eu posso porque eu tou com poucas coisas no pc (sabe, HIM pra mim é da epoca que eu comprava cd e meus cds todos dos mundos menos o último do Placebo, dois do Sêneca, um do Baltimore in Love e os dois mais perfeitos do Bauhaus (óbvio) estão ainda na casa da minha mãe. Suspiro.

VilleValo14

t-t-t-tasty”