Ó, pra não dizer depois que eu não termino nada:

By Lina

Aos que eu cheguei a falar sobre o famigerado curta laranja pra faculdade que eu tava envolvida e depois não falei mais nada: acabou, já apresentamos na aula que precisávamos e deu muitos, muitos problemas na pós-produção. Maravilha, pelo menos pra mim era um filme pra uma aula catapultado pra condição de um curta de verdade. Claro que isso gera problemas. Nosso orçamento era ridículo, a gente botou tanta grana do nosso bolso que vamos precisar fazer uma festa pra recuperar o prejuízo.

Beleza.

Eis que agora, agora que só temos uma versão pra apresentação pra professor e aquele material bruto que não entrou na edição por falta de tempo e a última cena deletada, depois não-deletada, mas ainda não gravada e neguinho querendo gravar NAS FÉRIAS, eu venho saber que tão querendo fazer o lance todo, o “projeto”, virar um longa.

UM LONGA.

Santo Cristo. E eu, linda na minha ingenuidade, ou sei lá mais o que motiva a gente nessas horas, aceitei a parte que me cabia. A sorte é que o prazo agora é monstro. Ó que legal, tou fodida até a formatura. Ê, palmas pra mim.

;~

E eu nem vou fazer rádio-tevê, sabe? Tinha nada que estar brincando de fazer filminho. Ainda mais traumatizada do jeito que eu fiquei. O curta laranja ficou ruim, majoritariamente por motivos técnicos e corrigíveis – que só não foram corrigíveis a tempo pra apresentar em sala. Mas nada vai mudar o fato de que o roteiro envergonha quem o escreveu.

E agora teremos um longa.

Puta que pariu, ou eu amo DE VERDADE esses meus amigos e tou fazendo isso só pra ficar junto e sofrer junto e no final mandar o foda-se e se divertir, porque não dá pra negar que foi DEVERAS divertido, ou eu não tenho noção do que é sentir um pingo de vergonha na cara, na vida.

Se pans os dois. Nunca se sabe.

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