Bateu uma vontade de fazer revelações. Depois do sonho maravilhoso que eu tive, a magnânima epifânia que me fez saber até quando o caralho do bloqueio vai durar e quando ele vai acabar, eu fiquei puta, porque né. Era sonho.
Outro dia – e quando eu digo outro dia bota aí um mês atrás mais ou menos – eu sonhei com uma mulher que se apresentava pra mim e dizia o nome dela. E o nome era muito legal. Mas assim, MUITO LEGAL. E eu pensando lá no sonho “cara, eu deveria acordar, tem papel e caneta na minha bolsa, ela tá aqui do lado, eu vou anotar, depois eu durmo de novo” mas minha cabeça disse que sim, mas meu corpo disse que tava confortável demais. Genie In A Bottle FAIL. Enfim. Aí eu obviamente achei que ia lembrar de tudo e ia acordar uma pessoa melhor, sabendo que nome dar pra todos meus bichos de estimação daqui pra frente. Um nome pra quando eu precisasse dar uma de Jane Jones em Londres e tudo mais. Fazer cadastro pra ganhar revista da Editora Abril de brinde. Batizar um submarino. Ou uma caneca. Ou uma rua. Várias opções, cara. Afinal se tratava de nome AND sobrenome, ambos fodarásticos.
Mas. Claro que não né.
Pergunta pra mim agora quais eram: eu não faço a mais puta idéia. Algo me diz que era algo tão sonoro quanto SOLANGE PALERMO. Uma coisa assim na linha personagem de novela mexicana + video-artista controversa com orgulho das r00ts latinas. Mas é só uma impressão que eu tenho, aqui, dentro do meu ser.
O fato é que todas essas revelações e esses SINAIS que os sonhos tão me mandando de formas bem babacas akshualy tão me fazendo refletir. De um jeito bem medíocre, mas ainda assim.
Só que né. É aquela coisa. Você reconhece os sinais, mas não sabe pra que eles servem. Tipo mamilo antes dos onze anos e aquelas placas de trânsito com um desenho de vaca. Eu não acho que seja realmente necessário uma placa de vaquinha pra dizer isso. Animais-na-pista são grandes e lerdos. Eles não pulam na frente do carro vindos do nada. Simplesmente não pulam. Só se estiverem descontrolados. Aí, que que se pode fazer né? Os pequenos e ágeis viram roadkill. Caralho, se o bicho é grande, e lerdo e você não vê, então você merece bater. E morrer. Devagarinho.
Que nem quando eu tinha cabelo laranja fluorescente. Se me atropelassem, porra, carteira pra quê né? Ia dar pra ver o nível de cabacidade do sujeito. Ou de miopia.
Mas voltemos aos animais, né. Eles se locomovem gente. Eles não ficam lá na pista dando mole. Porque quando eu vejo uma placa eu espero ação. Eu DEMANDO ação.
Pra mim todas ruas do mundo tinham que ter uma placa dessa só que assim “CUIDADO POSSIBILIDADE DE ANIMAIS NA PISTA”. Pelo menos na conjuntura com a qual eu tou acostumada, nunca se sabe né.