Ir pra São Paulo é sempre bom. Em feriado é melhor.
Em feriados estaduais cariocas onde eu posso andar pela paulicéia desvairada sem peso nenhum na consciência por não estar matando aula: priceless.
Além do motivo absoluto das viagens ser sempre ficar perto do meu namorado, tem sempre uns bônus interessantes. Os bônus da última vez foram 1) observar dois publicitários/nerds/pirados fazeno arte com serrote, madeira, lixas e o que um dia foi uma mesa rosa – e poder rir a lot e ajudar a little; 2) exposição STAR WARS *baba*; 3) comer palha italiana caseira na casa duma amiga do Rio que eu não via desde julho do ano passado; 4) assistir uma missa bilíngüe de budismo primordial; e 5) comer em dois restaurantes que nunca tinha comido.
Claro que DOIS restaurantes numa cidade que eu comecei a frequentar quase-mensalmente faz pouco mais de um ano é bem pouco, existem muitos tipos de lugares que eu não conheço e que eu vou conhecer, que eu não sei que existem mas vai ser legal conhecer e os que eu não quero conhecer mas fatalmente vou acabar conhecendo. Ainda não rolou nenhum desses, mas sempre rola. Mas pelo menos o feriado passado foi sensacional a nível de experiências novas.
Já esse feriado prolongado da semana passada foi totalmente diferente, não viajei – no máximo peguei outra ponte, a ponte rio-niterói para ir pra casa da minha vó. Ontem foi seu aniversário e sexta foi dia de pensar em conjunto tentando dar sentido a um trabalho complexo travestido de simples, e rodar o centro procurando um café com uma mesa ao ar livre e que se desse ao luxo de ficar aberto tempo suficiente pra que eu e meu companheiro de incursões insólitas pelo centro velho – meu amigo gringo – pudéssemos terminar a missão.
Complicado, cara. Mas conseguimos.
É, eu realmente gosto de feriados, principalmente desse jeito enforcador do Rio. Eu gosto de observar pessoas em feriados, lojas em feriados, paredes em feriados. As paredes ficam diferentes. Eu gosto de viajar pra encher meu menino de beijos, pra sentar com minha mãe pra conversar e ver filme, pra caminhar por lugares estranhos. E ver paredes novas.