Posts de Maio, 2008

Hoje é aniversário da Luana

Maio 19, 2008

Parabéns, Luana.

Eu normalmente não tenho muito o que dizer sobre os aniversários das pessoas, é o dia que elas nasceram – ouau. Certeza que muitas outras pessoas estão nascendo hoje, nesse segundo. Certeza que há pessoas que eu conheço que fazem aniversário hoje. E eu não lembro nunca.

Mas pelo menos uma coisa eu aprendi – provavelmente porque é de domínio público: o aniversário de alguém é aquele dia que você não mede esforços pra dizer pra ela que você lembra de todas as coisinhas que passaram juntos, de fazer coisas especiais, pensar num presente diferente e tem licença poética pra fazer coisas ridículas e o aniversariante fica feliz, mesmo sabendo que está sendo ridículo. O ridículo de aniversário é lindo, é sublime. Quer coisa mais ridícula que aqueles chapéuzinhos de papel pontudo com aqueles elásticos enforcadores que estouram e fazem PEI no pescoço da gente? Mas é lindo.

Droga, eu tinha que ter descolado chapéus pra Luana… É que hoje é o dia mais cretino em anos, estamos todos muito ocupados, tem seminário hoje, entrega de relatório, eu tinha que ir no detran, amanhã tem prova. Crescer é chato.

E é paradoxal falar disso num post de aniversário da pessoa que mais me lembra que não ser adulto é uma opção super válida. Que tem cachinhos! Meu, ela tem cachinhos! No mundo da escova definitiva ela tem cachinhos belos e quicantes, muito legal de puxar – e usa lacinho vermelho. A definição de fofa. E a única de todos nós da turma que tem um trabalho de verdade com um salário de verdade. Trabalhos muitos têm, mas salário de estagiário é babaca.

Ela aceita minhas retardadices e acha graça.

Te adoro, nêga. Vou te encontrar agora e te falar isso. <3

Pelo menos eu dormi no ônibus.

Maio 19, 2008

Okay.

Eu acordei cedo. Bem cedo. Saí de casa antes das sete horas. Tava jurando que ia chegar com folga até o lugar onde era pra eu ter feito a prova teórica de tirar licença pra dirigir carrinhos.

Pois sim.

Ainda em Niterói, tinham guardinhas fazendo sinais com os braços no meio da pista e estava tudo parado. Na Ponte tinha um ônibus enviesado e motoristas correndo pelo acostamento. Na saída da Ponte, dois ônibus batidos. No Centro tava tudo normal – parado. Eu era pra chegar antes das 9:00. Às 10:20 eu tava longe ainda.

Eu entendo quando o cosmos me manda uma mensagem: eu não devo tirar carteira de motorista. Nem prova TEÓRICA dez meses depois de ter feito as aulas tão querendo que eu faça: ou eu vou morrer de acidente de carro, ou eu vou morrer atropelada, ou eu vou morrer desenhando um carro. Qualquer coisa que envolva rodas vai foder com minha aura pra sempre.

E eu tenho motivos quiromânticos para acreditar: eu não tenho linha da vida. (Y) Sérião, é muito ridícula minha linha da vida. Vou scanear minha mão assim que chegar em casa.

Mas eu sou muito brava. Vou remarcar essa merda e vou de barca – porque na parcela de culpa que cabe ao meu pai, ele me fez pegar o ônibus mais lerdo ever porque era “o único que ele tinha certeza que passava na porta”. Oi, todos que eu pego pra faculdade passam pelo mesmo caminho. Mas lógico que eu nunca reparei. Tou revoltada.

—-

Minha professora de Programação Visual acabou de chegar bem mais puta do que eu atrasada pra aula porque ficou meia hora presa no Santa Bárbara por causa de um acidente desses de filme. Tá vendo? O cosmos não mede esforços pra falar: “rá, se fode aí.”

Pessoas machucam.

Maio 17, 2008

Sabe quando você ouve uma coisa tão absurda que dói? Nem precisa estar presente. E quando você acha que acabou de se chocar, percebe que estava errado. Poisé, dói.

Vai vendo.

“Meu amigo estava num bar com uma amiga, uma amiga que todo mundo sabe que é meio lerda, aí eles vêem um garotinho batendo o pé. Aí ela comenta:

- Nossa, ele não para de bater o pé… ele deve ser HIPERTENSO…

- Não é hipertenso, é hiperativo…

- Ah, hipertenso, hiperativo, IMPERADOR – se escreve tudo com I mesmo!”

Dor pelas pessoas. Dor dor dor.

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Vale ressaltar também o NÍVEL desse overheard: um amigo do meu amigo sofreu presenciou o ato, contou pro meu amigo, que acabou de me contar. Fica tão longe de mim esse esquema que podia muito bem ser mentira.

Mas porra, antes fosse.

Triplo X

Maio 16, 2008

Cagando quilos – rá – pro fermento (culpa minha se eles querem apreender da dope unfinished?), o que eu gostei mesmo nessa chamada do G1 foi a frase de baixo.

Será que não tem um limite pra letras que ficam bizarras juntas? Porque assim X não é uma letra muito popular. Três deles numa frase, pra mim, só em situações forçadas – tipos xou da xuxa. Mas não, vejo que é possível.

xxxx

Vin Diesel perde.

Créu.

Maio 14, 2008

“Pra dirigir em São Paulo tem que ter disposição… não habilidade.” – Igor.

Dia das mamis

Maio 12, 2008

No quiosque de bolsas e carteiras:

- Olha eu vou dar mais uma olhada por aí, mas se eu não achar nada mais que me agrade eu volto aqui pra comprar esse presente pra minha mãe.

- Tá bom. mas me procura hein? Meu nome é Solange. Me promete que me procura?

- Claro.

- Mas promete mesmo hein?

- Ptomero.

Na vitrine da loja da Polishop:

- CARACA amor olha isso! É lindo! É uma coisa colorida! De muitos milhares de cores! Não, de 16 MILHÕES DE CORES! Meu deus eu quero um desse! Dá pra mim! Dá pra mimmm!

- Eu não tou acreditando.

- Mano, é lindo! Olha! É redondo… E as corzinhas ficam mudando, olha, olha!

- É a coisa mais inútil dos mundos!

- É nada, tem lampadinhas e tal. Serve pra dar o mood e deixar tudo colorido. Deve ser fantástico pra fotografar. Olha, tem até CONTROLE REMOTO! Eu quero!

- Eu não tou acreditando – mesmo. Que tipo de pessoa compraria uma coisa dessas?

- …

- Tá, mas você não tem 1.300 reais.

No caixa da Kopenhagen:

- Compra esse chocolate, plis?

- Quê?

- Compra esse chocolatezers pra mim… Eu vou ser mãe um dia.

- Ohnnn.

Cara, sério. Se alguém quiser morar no meu coração pra sempre: me dê um Philips LivingColors. Eu realmente amei aquilo.

Mancada deles ou minha?

Maio 12, 2008

Alguém avisa à Renner que ao colocar uma foto para divulgação de um produto, esse produto deve estar bonito e sem defeitos. Quer dizer, pra mim, isso é um fato lógico.

Cara. Sem defeitos.

Por que é tão difícil compreender?

Eu fico aqui pensando que o estagiário fez merda só pode ter sido intencional e me dá vontade de ir na Renner procurar a tal luva e ver se ela é rasgadinha assim mesmo.

Sei lá, vai que é algum modismo moderno, com pitadas de punk e daquela velha “customização” anos-noventa-style? Vai que colocar foto de produto zuado é o novo preto e eu não tou sabendo?

Nessas horas eu tenho certeza: sou muito out.

Segunda Ponte / Feriado

Maio 4, 2008

Ir pra São Paulo é sempre bom. Em feriado é melhor.

Em feriados estaduais cariocas onde eu posso andar pela paulicéia desvairada sem peso nenhum na consciência por não estar matando aula: priceless.

Além do motivo absoluto das viagens ser sempre ficar perto do meu namorado, tem sempre uns bônus interessantes. Os bônus da última vez foram 1) observar dois publicitários/nerds/pirados fazeno arte com serrote, madeira, lixas e o que um dia foi uma mesa rosa – e poder rir a lot e ajudar a little; 2) exposição STAR WARS *baba*; 3) comer palha italiana caseira na casa duma amiga do Rio que eu não via desde julho do ano passado; 4) assistir uma missa bilíngüe de budismo primordial; e 5) comer em dois restaurantes que nunca tinha comido.

Claro que DOIS restaurantes numa cidade que eu comecei a frequentar quase-mensalmente faz pouco mais de um ano é bem pouco, existem muitos tipos de lugares que eu não conheço e que eu vou conhecer, que eu não sei que existem mas vai ser legal conhecer e os que eu não quero conhecer mas fatalmente vou acabar conhecendo. Ainda não rolou nenhum desses, mas sempre rola. Mas pelo menos o feriado passado foi sensacional a nível de experiências novas.

Já esse feriado prolongado da semana passada foi totalmente diferente, não viajei – no máximo peguei outra ponte, a ponte rio-niterói para ir pra casa da minha vó. Ontem foi seu aniversário e sexta foi dia de pensar em conjunto tentando dar sentido a um trabalho complexo travestido de simples, e rodar o centro procurando um café com uma mesa ao ar livre e que se desse ao luxo de ficar aberto tempo suficiente pra que eu e meu companheiro de incursões insólitas pelo centro velho – meu amigo gringo – pudéssemos terminar a missão.

Complicado, cara. Mas conseguimos.

É, eu realmente gosto de feriados, principalmente desse jeito enforcador do Rio. Eu gosto de observar pessoas em feriados, lojas em feriados, paredes em feriados. As paredes ficam diferentes. Eu gosto de viajar pra encher meu menino de beijos, pra sentar com minha mãe pra conversar e ver filme, pra caminhar por lugares estranhos. E ver paredes novas.

Fluxograma kd

Maio 4, 2008

Desencanei de botar o fluxograma da família Buendía aqui. No quiero más. Até porque formataram meu filho e salvaram meus arquivos – mas não todos.