Parabéns, Luana.
Eu normalmente não tenho muito o que dizer sobre os aniversários das pessoas, é o dia que elas nasceram – ouau. Certeza que muitas outras pessoas estão nascendo hoje, nesse segundo. Certeza que há pessoas que eu conheço que fazem aniversário hoje. E eu não lembro nunca.
Mas pelo menos uma coisa eu aprendi – provavelmente porque é de domínio público: o aniversário de alguém é aquele dia que você não mede esforços pra dizer pra ela que você lembra de todas as coisinhas que passaram juntos, de fazer coisas especiais, pensar num presente diferente e tem licença poética pra fazer coisas ridículas e o aniversariante fica feliz, mesmo sabendo que está sendo ridículo. O ridículo de aniversário é lindo, é sublime. Quer coisa mais ridícula que aqueles chapéuzinhos de papel pontudo com aqueles elásticos enforcadores que estouram e fazem PEI no pescoço da gente? Mas é lindo.
Droga, eu tinha que ter descolado chapéus pra Luana… É que hoje é o dia mais cretino em anos, estamos todos muito ocupados, tem seminário hoje, entrega de relatório, eu tinha que ir no detran, amanhã tem prova. Crescer é chato.
E é paradoxal falar disso num post de aniversário da pessoa que mais me lembra que não ser adulto é uma opção super válida. Que tem cachinhos! Meu, ela tem cachinhos! No mundo da escova definitiva ela tem cachinhos belos e quicantes, muito legal de puxar – e usa lacinho vermelho. A definição de fofa. E a única de todos nós da turma que tem um trabalho de verdade com um salário de verdade. Trabalhos muitos têm, mas salário de estagiário é babaca.
Ela aceita minhas retardadices e acha graça.
Te adoro, nêga. Vou te encontrar agora e te falar isso. <3

